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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Shojo, Shôjo ou Shoujo

O universo otaku é bastante segmentado, existem histórias para vários públicos e faixas etárias. E é sobre uma categoria específica que vou falar hoje: O Shojo, Shôjo ou Shoujo (o que eu normalmente uso e usarei durante a matéria).

O termo vem do japonês 少女, que significa menina. O estilo shoujo é voltado para garotas entre 10 e 18 anos, uma fase onde a maioria das garotas brasileiras procura coisas diferentes para ler depois de sair da infância, onde provavelmente foi cercada por gibis da “Turma da Mônica”. E acabam encontrando no estilo shoujo um mundo que se encaixa mais aos acontecimentos dessa etapa da vida, pois o estilo conta com romances, comédias românticas e dramas psicológicos, certamente tudo o que uma menina desta idade está passando. Mas também é possível encontrar histórias com conteúdo adulto, histórico, terror ou ficção científica.

Se você ainda não conhecia esse estilo e quer entrar nesse universo, aí vão algumas indicações:

A Rosa de Versalhes (Berasayu no Bara)


Esse anime é um grande clássico de Ryoko Ikedado e foi criado no final da década de 70, e se tornou uma grande referência para autores e praticantes do Mangá. Ele conta a história de Oscar François de Jarjayes, uma garota educada como um homem para se tornar sucessora de seu pai. Pois na verdade ele esperava que seu primogênito fosse um homem e não uma bela menina de cabelos loiros. A história se passa durante o séc. XVIII na França, durante os primeiros momentos que viriam a acarretar na famosa Revolução Francesa, até o seu estopim. A personagem principal chega a interagir com Maria Antonieta, Conde Axei Von Fersen e André Grandier. 

O anime é uma verdadeira aula de história, fiquei completamente encantada com o quanto a autora pesquisou e procurou se manter fiel a esse fato político tão importante do Ocidente.


Colégio Ouran Host Club


Este é um dos maiores clássicos do universo shoujo. Na história, Haruhi Fujioka é uma estudante com bolsa de estudos no Colégio Ouran, onde só a elite tem que condições de pagar a mensalidade, ela não tem dinheiro para pagar o uniforme caríssimo e se veste de qualquer jeito, sendo até confundida com um menino. Em um certa confusão envolvendo um jarro caríssimo, ela conhece os integrantes do Ouran Host Club, que no início também pensam que ela era um menino, mas depois que descobrem que ela é uma garota a ajudam a manter a farsa.

No ínicio achei o anime chato, por tanta “frescura de gente rica” sendo lançadas por todo lado pelos meninos que fazem parte do Host Club, em especial do líder Tamaki Suoh. Até eu perceber que as mesmas expressões de “ninguém merece” que eu lançava enquanto assistia, eram as mesmas da personagem principal. Então passei a prestar atenção nela e me envolvi muito com a história. Valeu à pena e no fim me peguei rindo de tanta “frescura”.


Kaichou wa Maid-sama!


Anime de 2010, conta a história de Misaki Ayuzawa, a primeira presidente do conselho estudantil de um colégio, que durante muito tempo era só de garotos. Com um grande sentimento de proteger as poucas garotas do colégio, aliada à sua enorme raiva por homens, ela coloca o terror nos garotos da escola sendo conhecida como “Presidente Demoníaca”. Mas Misaki guarda o segredo de trabalhar em um Maid Café¹, devido a problemas financeiros. E se os garotos soubessem de seu emprego, isso arruinaria sua imagem. Porém, seu segredo é ameaçado quando Takumi Usui (<3), o garoto mais popular do colégio, descobre sobre sua vida dupla.

Eu conheci essa história pelo mangá e particularmente, tenho a mania de não assistir os animes dos mangás que estou lendo, pois eles mudam algumas coisas, o que me deixa com raiva. Porém, fui obrigada a assistir a versão em anime, porque me privaram da continuação em mangá (indireta para uma amiga). Então, como estava perdidamente apaixonada pela história e por este personagem chamado Takumi Usui, superei minha mania. Vale muito à pena assistir. Tem romance, comédia e um menino extremamente apaixonante. Tudo que uma garota gosta.

¹uma cafeteria onde as garçonetes se vestem de maids (empregadas) e tratam seus clientes como seus patrões


Skip Beat


Criada em 2008, essa comédia romântica conta a história de Kyoko Mogami, uma garota  de 16 anos que descobre que seu amigo de infância Sho Fuwa, está usando-a como empregada enquanto ele realiza seu sonho de ser cantor. Kyoko jura se vingar e entrar no “show business” através da agência L.M.E, a agência do inimigo de carreira de Kyoko, o ator Ren Tsuruga.

Eu não assisti o anime, até agora só assisti o live action² taiwanês lançado em 2012, que todo mundo que viu a versão live e já havia visto o anime jurou ser muito fiel a versão em anime, até mesmo com a adaptação de alguns efeitos, para ficar uma coisa meio fantasiosa como seria nos desenhos. A história é divertida e a personagem feminina é hilária e louca, o que eu adoro. Eu sou muito fã do ator que fez o Ren Tsuruga no live action, e minhas amigas disseram que ele caiu tão bem no papel, que parece que o personagem animado foi baseado nele, então estou com muito vontade ver o anime para confirmar. *risos*

²é um termo utilizado no cinema, teatro e televisão para definir os trabalhos que são realizados por atores reais, de carne e osso, de alguma animação.

E aí? Já conhecias algum? Se tiveres alguma outra dica é só comentar!


Olga Santos

terça-feira, 9 de julho de 2013

Estilo Lolita


As Lolitas surgiram por volta da década de 1970/80 no bairro Harajuku, em Tóquio. O local é conhecido por concentrar as principais lojas de departamentos que vendem roupas para os adolescentes japoneses. E justamente por apresentar uma grande concentração de jovens, o estilo Lolita começou a se popularizar de forma muito rápida entre as jovens da época.

Esse estilo, na sua base consiste em relembrar as características da Era Vitoriana (1837-1901), quando a Inglaterra foi governada pela Rainha Vitória, mas é guiada por regras que giram em torno de inspirações do rococó, vitoriana e eduardina.





Uma das regras principais do estilo Lolita é manter os padrões de inocência, e isso é transmitido com a ausência de decotes (quando possui é quase imperceptível e em formato quadrado), com a anágua indo até os joelhos para não expor muito as pernas, nada de brilhos e a presença de detalhes femininos: como estampas floridas e rendas.

Em relação às cores, predominam aquelas que são bem femininas e suaves, como o rosa e o azul claro, mas isso irá depender de qual subgrupo do estilo Lolita será aderido, aqui embaixo vocês podem ver 5 exemplos de subgrupos, porém existem mais:

Classical Lolita 
Gothic Lolita 















Casual Lolita


Punk Lolita 
Sweet Lolita





















Mantendo o estilo Lolita, existem grandes marcas que vendem produtos Lolitas, uma delas é a Angelic Pretty (conhecida apenas como “pretty” na época e lançada em 1979), a marca é mais voltada para o Sweet Lolita e a outra é a  Baby, the stars shine bright!

Estilo Lolita na Amazônia

Metting de Natal Lolita, no Shopping Boulevard em 2011.

No terceiro dia de Animazon no Takai, que aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de julho, dentro da sala Lolita conversei com a Marisa Araújo, de 23 anos e com a Hanako Nichiya, de 30 anos, que seguem essa moda. Confira a entrevista:

Aqui em Belém, existem muitas garotas que usam o estilo Lolita?
Marisa: O número vem crescendo a cada dia, antigamente eram só 5, hoje nós temos mais ou menos 15 meninas fazendo Lolitas, porém nem todas nós conseguimos reunir. Uma vez ou outra conseguimos reunir que é no Natal, mas é bem difícil.


Encontro de Lolitas na loja "Mangá Mania" em Belém
Existe alguma data especial em que vocês se encontram?
Hanako: LoliDay*, que tem duas vezes no ano e a outra é em dezembro.
*LoliDay: Dia internacional do estilo Lolita.

Marisa: A gente marca normalmente em datas especiais como o  Carnaval, na Páscoa a gente marcou... mas não deu ninguém... *risos* E depois nas férias em julho, já é tradição, no primeiro final de semana e no segundo, nós sempre marcamos um encontro.
         E também aproveitamos os eventos, tem o Anime Geek, o Animazon...a gente aproveita quando tem evento e se encontra por que fica mais fácil.


Daniella Carneiro, Carolina Stella e Marisa Araújo

Com relação às roupas, vocês pedem algumas coisas ou mandam fazer?
Marisa: Aqui em Belém, não tem muita coisa, a maioria é encomendado pela Internet ou então nós mesmas customizamos, fazemos, desenhamos...
Geralmente, nós nos reunimos e pedimos tudo junto, porque sai mais em conta. Entendeu? Ou então, a gente troca com as meninas de Macapá, do Rio de Janeiro... nós divulgamos na Internet.

Hanako: Ou nós mesmas fazemos, ou a gente importa, ou a gente pede de São Paulo... por quê existem meninas de São Paulo, que é onde tem o maior fluxo de Lolitas, que elas importam direto, então é mais fácil nós conseguirmos com elas ou a gente importa do Japão, China...varia muito. É muito comum trocarmos itens, troca bolsa, sapato... Então varia muito esse negócio de troca e venda. Toda e qualquer coisa em Lolita é negociável. As meninas são bem abertas para quem está entrando, para ter acesso a esse mundo.


Hanako Nichiya
E como é ser Lolita, aqui na Amazônia que é bem quente?
*risos*
Hanako: Ai, a gente já procura uns tecidos mais leves, alguns estilos que tenham alça.

Marisa: Quando, a gente vai fazer passeios ao ar livre, procuramos usar tecidos mais leves, por que se formos sair toda vez com o estilo completo, nós vamos derreter, por que aqui em Belém é muito quente! Tanto que os lugares que a gente marca, tem que ter ar condicionado... *risos* Não pode ser sem ar condicionado, então tem que ser ou nas docerias, já marcamos no shopping, brigaderia...Sempre em lugares doces! *risos*




Daniella Carneiro de Sweet Lolita

O estilo Lolita é um exemplo de um hobby, que entra na nossa busca por tendências, pois é tendência se vestir do jeito que quiser, é tendência ser diferente, é tendência buscar satisfação de maneiras divertidas e fofas!

Olga Santos

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Fontes:  Harajuku Lovers // Picnic Vitoriano Curitiba // Sweet Dream Store

E minha amiga, Daniella Carneiro. Obrigada pela ajuda! *.*